Bahia, 1 de março de 2021 às 16:38 - Escolha o idioma: pt Português

Sindicalista ‘recebia propina e dividia com os vereadores, diz Fernando Torres


Por: Fotos Paulo José Publicado em: 3 de fevereiro de 2021


 

O vereador ainda destacou sobre o pedido de realização de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para analisar o caso.

 

O descontentamento do vereador Fernando Torres (PSD) com o transporte público se perdurou em discurso na Câmara Municipal na manhã desta quarta-feira (3).  Fernando Torres relatou que o sindicato dos rodoviários, presidido pelo ex-vereador Alberto Nery, teria negociado com empresários responsáveis pelas empresas para receber vantagem (propina), quando ainda era parlamentar. Ele ainda mencionou que a ‘propina’, teria sido repartida com vereadores da Casa.

“É obrigação do parlamentar, não acusar, mas denunciar tudo aquilo que vemos e que está errado. Acredito que o transporte público de Feira é um caos e o sindicato de motoristas que Alberto Nery preside, é um dos principais fatores que contribuem para acontecer esse caos. O presidente negocia com os empresários de ônibus para obter vantagem própria, claro que nunca esse transporte vai andar bem. A conversa que tem aqui é que ele recebia a propina e dividia com os vereadores, era o negociador com as empresas. Posso dar os nomes dos vereadores que receberam o dinheiro, assim que estiver comigo”, contou.

O vereador ainda destacou sobre a o pedido de realização de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para analisar o caso. Segundo ele, a CPI só pode ser realizada, com a assinatura de determinados vereadores, o que dificulta a realização da comissão, já que estes vereadores, são de oposição.

“Precisamos fazer uma CPI, para quebrar o sigilo bancário daquele sindicato. Para a comissão acontecer, precisa de algumas assinaturas. Vi alguns vereadores de oposição defendendo o Alberto Nery por ser do mesmo partido, não sei se vão assinar e também não sei se os vereadores de governo vão, o que eu sei é que eu, Fernando Torres, vai assinar a CPI”.

Maylla Nunes