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Especialistas comemoram redução das taxas de covid-19 em Feira de Santana


Publicado em: 28 de julho de 2021


 

O diretor médico do Hospital de Campanha, Francisco Mota, se mostrou otimista em relação aos dados atuais.

 

A infectologista Melissão Falcão, que preside o Comitê de Combate ao Coronavírus em Feira de Santana, afirmou na terça-feira (27), durante coletiva de imprensa, que a queda no número de casos confirmados e mortes em decorrência da doença pode ser atribuída ao processo de vacinação no município e à eficácia das vacinas.

“Estamos agora no final de julho de 2021, e diferente do julho de 2020, estamos tento uma redução do número de casos. Todas as expectativas eram de que após o São João houvesse um aumento importante do número de casos e óbitos, e isso não foi visto para surpresa boa de todos. Isso mostra a eficácia da vacina, então o efeito da vacina está sendo muito mais positivo do que o esperado até pelos mais otimistas. Nos Estados Unidos, foi feita uma análise das pessoas que estavam morrendo, e viram que 99% das pessoas que morreram por covid não tinham nenhuma dose de vacinação, e apenas 1% tinham se vacinado. A vacina realmente é efetiva. Cada tipo de vacina tem uma variação da proteção, mas o efeito protetor na comunidade e individual para adoecimento grave e pra morte é importante”, afirmou a infectologista.

Segundo Melissa Falcão, vão existir pessoas que mesmo tomando a vacina poderão adoecer e vir a óbito, mas isso vai ser exceção. Diante dos resultados, ela reforçou a importância da população buscar a imunização completa.

“Mostramos a todos a importância de se vacinar e não cabem mais questionamentos sobre as vacinas. Então precisamos que quem só tomou a primeira dose ainda ou quem não se vacinou por medo, que busquem as vacinas, para que possam ter sua proteção garantida.”

Ocupação dos leitos

O diretor médico do Hospital de Campanha, Francisco Mota, também se mostrou otimista em relação aos dados atuais. Segundo ele, era esperado um aumento da ocupação de leitos nos 15 dias que sucederam o São João, mas foi justamente nesse período que começou a se observar a queda da ocupação.

“Passamos quatro meses com a UTI lotada praticamente o tempo inteiro, ressaltando que nesse período foi aberta a UTI do Hospital Dom Pedro de Alcântara (HDPA), com oito leitos, e que também estava ocupada o tempo inteiro. Então eram 18 leitos de UTI do Hospital de Campanha com 8 do Dom Pedro, e justamente após o período de festa junina, em que nós tivemos aglomerações e a cidade estava vazia, começamos a ter uma queda, quando esperávamos justamente o pico. Como Drª Melissa ressaltou é o efeito da vacina e desde então não tivemos mais aumento.”

Ele ressaltou que na segunda semana de julho, por volta do dia 10, ainda existiu uma ocupação alta na enfermaria, onde ficam os casos menos graves, com 77% de ocupação, ou seja, 34 dos 44 leitos estavam ocupados.

“Mas esse número vem caindo. O que tivemos de ocupação máxima da UTI nessas três últimas semanas foram 13 dos 18 leitos ocupados. Essa ocupação vem se mantendo realmente baixa. Há mais de duas semanas não temos negativas por falta de vagas, apenas a negativa técnica, que é aquele paciente que não se enquadra no perfil. Chegamos a passar cinco dias sem óbitos na unidade. O nosso recorde é de 16 dias, mas isso aconteceu em setembro do ano passado. E os números tem realmente caído bastante, o que é animador. Estamos atentos, mas já podemos enxergar uma luz no fim do túnel que há muito tempo não conseguíamos ver”, comemorou o diretor da unidade hospitalar.

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