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Gestão do Centro Industrial do Subaé deve ser transferida para o Centro das Indústrias de Feira de Santana


- Crédito da Foto: Foto Ed Santos - Publicado em: 13 de julho de 2021


A reunião aconteceu na manhã de segunda-feira (12) no auditório do Hotel Atmosfera.

A gestão do Centro Industrial do Subaé (CIS) deverá ser transferida para o Centro das Indústrias de Feira de Santana (Cifs). O assunto foi discutido durante uma reunião realizada com a presença do secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia, Nelson Leal, e representantes de entidades do município de Feira de Santana.

O secretário informou que a política industrial no município deve ser discutida e ampliada, realizando a descentralização da administração.

“O nosso objetivo hoje aqui é poder discutir a política industrial desta cidade, sobretudo porque entendemos que a parceria das indústrias, com os empresários, com todos que fazem parte desse núcleo, deve ser ampliada, e nós estamos conversando para descentralizar a administração do novo Centro Industrial para a associação aqui da nossa querida cidade. Ainda estamos marcando uma data para que venha formalizar essa transferência, possivelmente venha acontecer no dia 5 de outubro, e o que precisamos é realizar as intervenções necessárias para dar mais conforto para as pessoas que escolhem Feira como local para produzir”, disse.

Ainda de acordo com o secretário, uma das principais mudanças já em pauta para serem realizadas é a macrodrenagem da região, dando melhores condições para novas empresas se instalarem.

“Temos uma vontade de melhorar a macrodrenagem, a microdrenagem e dar total arrumada no Centro Industrial para que a gente consiga fazer com que novas empresas venham se instalar. Obviamente, tenho o cuidado para manter a nossa poligonal intacta, porque hoje existe uma grande pressão imobiliária na cidade, que está crescendo, mas é fundamental que possamos manter essa área industrial para a vinda de novas indústrias. Espero que no dia 5 de outubro, possamos estar assinando e formalizando esta solicitação, estamos aqui para conversar e dialogar, não só com quem está de fato no distrito, mas com a sociedade, com a prefeitura, todos que fazem parte do município, pois estamos aqui para priorizar o crescimento e o desenvolvimento de Feira de Santana, como uma cidade que a cada dia, possa ser um melhor local de se viver”, destacou.

Cerca de R$ 8 milhões serão investidos nas mudanças previstas. De acordo com o secretário, as ações iniciais serão feitas na base da prioridade.

“Nós avaliamos aqui e vamos ter que gastar por volta de R$ 8 milhões, mas nós vamos priorizar quais são as ações que iremos fazer de imediato e o mais importante é iniciar. Eu tenho certeza absoluta que nós vamos conseguir mais recursos, oriundos do governo do estado, como também frutos de emendas parlamentares. O deputado Zé Neto, inclusive, já se colocou à disposição. Então eu sei que muitos querem o crescimento e o desenvolvimento de Feira e se colocarão à disposição”, afirmou ao Acorda Cidade.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia, o atual momento reflete nas economias industriais, mas acredita que com o avanço da vacinação, esse quadro possa ser revertido.

“Estamos no meio de uma pandemia e, obviamente, a maioria dos empresários está cautelosa nos seus investimentos. Estamos vivendo um momento de exceção, mas nós temos que estar preparados, porque eu tenho certeza absoluta que a partir do ano que vem essa atividade econômica já tenha sido retomada com muita força nos outros países. Aqui no Brasil, nós ainda estamos com índices baixos da vacinação, mas espero que a partir de 2022, com o aquecimento da economia, várias novas empresas possam escolher Feira de Santana. Porque é uma cidade que tem localização estratégica para fazer o escoamento da produção, seja para o Sul, Sudeste, Nordeste, e em função dessa localização, isso facilita e muito”, concluiu.

De acordo com o Deputado Federal Zé Neto (PT), hoje foi um dia de concretização para dar um novo futuro ao Centro Industrial do Subaé (CIS).

“Há alguns dias, eu estive com o pessoal da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e da Associação Comercial e fomos até Nelson Leal e fizemos esse convite, que hoje se concretizou e deu um resultado extraordinário. No ano de 2019, houve uma reforma administrativa com várias autarquias e uma delas foi o CIS. Ficamos de, junto como o governador, criar um novo escritório do CIS, mas não com o mesmo nome, mas para administrar o Centro Industrial do Subaé. Desde lá, essa é a nossa proposta: fazer com que tivesse uma gestão compartilhada entre estado, município e empresários. Hoje se configurou isso, e aqui nós conseguimos de forma exitosa construir um novo formato do administração para o escritório do CIS, junto com Acefs, com o CIFS, CDL e também o conselho consultivo, com a presença dos trabalhadores que vão poder dar a opinião sobre o CIS”, disse.

Presente no encontro, o Deputado Estadual Robinson Almeida (PT) explicou que a nova mudança beneficia Feira de Santana com um novo modelo com eficiência e resolutividade.

“O Estado é muito importante na economia, mas o Estado não consegue resolver tudo, pois são muitas questões relacionadas com a iniciativa privada e especialmente nessa questão de agilidade, questão de custos e de eficiência. Esse novo modelo de terceirização e compartilhamento é uma grande realidade em outros locais e pretende-se implantar aqui, então nada melhor do que colocar de forma compartilhada a gestão desses equipamentos industriais com o órgão que representa as indústrias. Eu espero que possa dar certo, a gente saiu de um modelo CIS, o que era completamente estatal e agora estamos com esse novo modelo, um modelo híbrido, terceirizado e que possui mais eficiência e resolutividade”, destacou.

Segundo o diretor do Centro Industrial de Feira de Santana (Cifs), Augusto Fábio Soares, uma das primeiras mudanças que devem ser feitas da região é a revitalização das áreas industriais.

“O documento que hoje foi apresentado aqui propõe exatamente a gestão das áreas industriais de Feira de Santana e região, pelo Centro das Indústrias de Feira de Santana, juntamente com as entidades como Acefs e CDL. O valor de nove centavos por metro quadrado no CIS já vem sendo cobrado desde 2018. Ele compõe um fundo, que é o Funedic, e este recurso continuará sendo cobrado no mesmo valor. A primeira coisa que temos que fazer aqui é a revitalização das áreas industriais. Precisamos reorganizar todo o sistema viário e a parte da limpeza para possibilitar a atração de novas indústrias para a nossa região”, explicou.

Ainda de acordo com o diretor, atualmente o CIS é administrado pelo Governo do Estado, mas a gestão das áreas será de responsabilidade compartilhada.

“O CIS é composto pelo CIS Tomba, CIS BR-342, CIS de São Gonçalo dos Campos e demais cidades da região, porém, hoje o CIS acabou, ele foi absorvido pela secretaria de Desenvolvimento Econômico e a área de fomento continuará sendo feita pelo Estado. A gestão das áreas, a parte do cuidado, da revitalização dessas áreas, passa a ser de responsabilidade do CIFS, juntamente com as entidades e o conselho consultivo, que será composto por estas entidades representativas da região”, concluiu.

Para o presidente do Conselho do Centro das Indústrias de Feira de Santana e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, João Baptista, a reunião teve resultados proveitosos em virtude das mudanças que serão realizadas na área industrial.

“A nossa reunião foi muito proveitosa, não só pelo fato de ter ficado acertado, mas pelo comprometimento que o Estado está fazendo conosco, em trazer esse trabalho para Feira de Santana. É muito mais fácil, nós entidade privada administrarmos isso, pois a agilidade é muito maior. Hoje o CIS está acabado, cheio de buracos, sujo, abandonado, mais de cinco anos que o estado fez alguma coisa por Feira de Santana. Mas agora, a entidade abraçando isso, pegando esta administração, a agilidade será maior, pois terá a facilidade, não vamos precisar fazer licitações grandes como são feitas, a definição será nossa. Às vezes não é o preço, é a qualidade como a empresa trabalha, então é necessário que isso seja feito”, destacou.

Ainda segundo o presidente do Conselho, não é uma tarefa fácil convencer empresários a fazer investimentos, principalmente quando se trata de indústrias, mas segundo ele, Feira de Santana possui ótimas estruturas, sobretudo na área da mão de obra.

“É necessário que o empresário entenda que será bom para ele, implantar uma empresa em Feira de Santana, e essa política nós iremos fazer. Quando nós estivermos administrando a área industrial de Feira, mostrando que nós estamos fazendo uma boa administração, isso será por si só um grande atrativo. Feira é uma cidade qualificada e que possui mão de obra, várias escolas qualificando novos profissionais, ao exemplo do Sesi, do Senai, do Ceteb, então acredito que por esta questão, já está resolvida. Quanto ao empresário, nós precisamos atrair, ele precisa ficar satisfeito, e não só com foco de quem vai chegar, mas quem já está aqui para que possa se desenvolver mais, ampliar a indústria, pois já observamos que alguns empresários aqui, quiseram ampliar as indústrias, mas infelizmente colocaram tantas dificuldades que logo desistiram. Então é necessário que a gente faça esse trabalho, que a gente tenha a consciência do que nós sabemos, do que o empresário quer e do que precisa ser entendido naquilo que ele necessita”, afirmou.

A reunião também contou com a presença do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Luís Mercês, o diretor da CDL, Luís Mercês Júnior, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana (Acefs), Genildo Melo, do vice-presidente, Marcelo Alexandrino, além do presidente regional da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Edson Piagio, e da superintendente de Gestão Patrimonial para o Desenvolvimento Produtivo, Jucimara Rodrigues.

Por Acorda Cidade