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‘O prefeito não acatou a doação das viaturas porque veio da Câmara’, diz Fernando Torres


Publicado em: 30 de julho de 2021


O presidente ainda destacou que o prefeito deve acreditar que na cidade não há problemas com a segurança pública.

 

Após a doação do recurso pela Câmara Municipal de Vereadores para locação de 50 viaturas que seriam distribuídas entre as polícias Militar, Civil e também a Guarda Municipal de Feira de Santana, no último mês, houve uma ‘especulação’ no meio político de que o prefeito Colbert Martins não teria ‘aceitado’ o fruto de uma economia de R$2,4 milhões feita pela Casa da Cidadania nesta legislatura.

Na manhã de terça-feira (27) ,questionado sobre a doação, o presidente da Câmara, o vereador Fernando Torres (PSD), contou que recebeu a informação pela imprensa e criticou a posição do prefeito, já que o recurso seria para investimento na segurança pública do município.

“Conversei com o prefeito Colbert que iria locar 50 veículos com o combustível para fazer a doação, durante um ano. 30 veículos para a Política Militar, 10 para a civil e 10 para a guarda. Conversamos, deixamos tudo acertado, a Câmara tem dinheiro em caixa e ficou tudo acertado. Logo após, eu ouvi por vocês da imprensa, que o prefeito não quer mais o recurso porque ele acha que não deve aceitar da Câmara. Será que ele acha que a segurança pública de Feira está ótima? Ele que há 30 dias criticou da segurança pública ao governo do estado. Realmente, a segurança está precisando de investimento e a Câmara se propôs a ajudar em cima do recurso que nós economizamos”.

O presidente ainda destacou que o prefeito deve acreditar que na cidade não há problemas com a segurança pública.

“Quando ele viu que a doação estava vindo da Câmara, através do presidente, ele disse que não. Precisamos da prefeitura para fazer a licitação direta, porque a Câmara não pode. Se o prefeito não quer fazer, é porque ele acha que Feira de Santana é segura, e que ninguém morre. As pessoas têm medo de sair a noite, de acontecer algum tipo de assassinato. Vemos as pessoas de alguns bairros com medo”. (Com informações do repórter Paulo José)