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Senado prevê sessão longa e tensa com Mandetta na CPI


Publicado em: 4 de maio de 2021


Comissão busca criar uma cronologia sobre os erros do governo na condução da crise da pandemia

 

Começam nesta terça-feira (4) as oitivas da CPI da Pandemia no Senado e, já neste dia, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta deve ser ouvido, em uma sessão que deve ser longa e tensa, conforme informou a âncora da CNN Daniela Lima.

A CPI busca criar uma cronologia sobre os erros do governo na condução da crise da pandemia e os membros da comissão devem pressionar Mandetta a explicar por que, por exemplo, o Brasil nunca teve a quantidade de testes PCR necessários para monitorar a Covid-19 no país.

Segundo informações da analista da CNN Thaís Arbex, durante a oitiva, os senadores também vão se debruçar sobre a possibilidade de a gestão Mandetta não ter se preparado para a chegada do vírus ao Brasil, uma vez que a Covid-19 já tinha se espalhado pelo mundo.

Pela dinâmica estabelecida pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), o relator da comissão, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), vai ter o tempo que julgar necessário para questionar os convidados.

Depois disso, cada integrante da CPI vai ter cinco minutos para perguntas, os convidados vão ter cinco minutos para responder e depois mais cinco minutos para réplica e outros cinco minutos para tréplica.

Neste modelo, cada convidado terá pelo menos quatro horas de depoimento, pois cada senador terá 20 minutos de interação com cada convocado pela CPI.

Estratégia para Pazuello

Conforme informou a analista da CNN Thaís Arbex neste domingo (2), a cúpula da CPI da Pandemia articula um depoimento longo de Pazuello na próxima quarta-feira (5), com o objetivo de exaurir o general do Exército, que comandou a pasta por quase um ano.

A avaliação do chamado G7, grupo de senadores independentes e de oposição que forma a maioria da Comissão Parlamentar de Inquérito, é a de que Pazuello pode não aguentar e sucumbir à pressão, entregando informações que são consideradas fundamentais para a CPI.

Neste cenário, para desmontar a estratégia do governo, que montou uma força-tarefa de treinamento para o general, a ideia é fazer com que a oitiva do ex-ministro entre pela noite de quarta. O depoimento está agendado para começar às 10h.

Nelson Teich

Também na quarta-feira, Nelson Teich também será ouvido pela comissão. A ideia é se debruçar pelo período exíguo em que o oncologista ficou à frente da pasta – ele deixou o governo antes de completar um mês no cargo.

Os senadores pretendem confirmar se, de fato, sua saída foi motivada pela recusa em assinar um protocolo sobre o uso da cloroquina pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

CNN